Paraná foi o estado mais afetado, com oito unidades embargadas; entre as empresas, a BRF foi a mais prejudicada, com 12 unidades afetadas.

A União Europeia anunciou nesta quinta-feira (19) a proibição de 20 frigoríficos brasileiros de exportar frango para o bloco econômico. O embargo entrará em vigor 15 dias após a decisão ser oficialmente publicada.
A lista não foi divulgada pela UE. A relação dos frigoríficos afetados, ao qual o G1 teve acesso, mostra que o Estado mais prejudicado pelo embargo foi o Paraná, com 8 unidades proibidas de exportar. A unidade da BRF em Toledo deu férias coletivas a dois mil funcionários logo após sair a decisão da UE.
Em seguida está Santa Catarina, com 3 unidades. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Goiás tiveram cada um 2 unidades afetadas. E São Paulo também teve um frigorífico vetado pela UE.

Veja abaixo a lista das unidades proibidas de exportar para a UE:
BRF S.A.
A empresa teve 12 frigoríficos afetados. São eles:
Ponta Grossa (Paraná); Concórdia (Santa Catarina); Dourados (Mato Grosso do Sul); Serafina Correa (Rio Grande do Sul); Chapecó (Santa Catarina); Capinzal (Santa Catarina); Rio Verde (Goiás)
Marau (Rio Grande do Sul); Toledo (Paraná); Várzea Grande (Mato Grosso); Francisco Beltrão (Paraná) – unidade da SHB, subsidiária da BRF; Nova Matum (Mato Grosso) – unidade da SHB.

Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata;
Unidade de Cafelândia (Paraná) –

Copagril – Cooperativa Agroindustrial
Marechal Cândido Rondon (Paraná)

Zanchetta Alimentos Ltda
Boituva (São Paulo)

Sao Salvador Alimentos S/A
Itaberaí (Goiás)

Bello Alimentos Ltda
Itaquirai (Mato Grosso do Sul)

Coopavel – Cooperativa Agroindustrial
Cascavel (Paraná)
Avenorte Avicola Cianorte Ltda
Cianorte (Paraná)

LAR Cooperativa Agroindustrial
Matelândia (Paraná)

O que dizem as empresas

BRF
Em comunicado, a companhia disse que o embargo não foi baseado em questões sanitárias, mas pautado em motivações políticas e de proteção, e que atuará com o governo brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC) para garantir a retomada das exportações.
Confira a íntegra do comunicado da BRF:

“A Companhia acredita que a decisão da Comissão Europeia em suspender as importações da BRF, a partir das plantas localizadas no Brasil, não foi baseada em questões sanitárias, mas pautada em motivações políticas e de proteção de seu mercado local. Tal decisão não foi precedida por uma investigação dos fatos por parte das autoridades europeias, e a BRF não teve a chance de ser ouvida. Essa decisão evidencia uma barreira comercial, que não impacta apenas a BRF, mas a balança comercial brasileira, dada a expressiva contribuição da companhia no saldo positivo de exportações.
A BRF informa que, até o momento, não foi oficialmente informada sobre a decisão tomada pela Comissão Europeia. Portanto, não temos como afirmar quais unidades foram contempladas.
Diante desta nova realidade, a BRF iniciará a revisão de seu planejamento de produção, que já considera o regime de férias coletivas em quatro de suas unidades: Capinzal (SC), Rio Verde (GO), Carambeí (PR) e Toledo (PR). Ainda é prematuro prever o impacto dessa revisão, dada a complexidade da cadeia produtiva na qual a BRF está inserida.
A companhia informa que vai procurar seus direitos perante os órgãos responsáveis europeus e suportar integralmente as ações do governo brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC) para garantir todos os direitos de continuar servindo seus clientes na União Europeia, a partir de seu parque fabril brasileiro.
A BRF, ao longo dos seus mais de 80 anos, vem sempre aprimorando suas práticas de qualidade, segurança alimentar, controles e gestão de seus processos. Temos orgulho de nossa história e acreditamos que esta é uma jornada contínua na qual sempre haverá espaço para melhorias e evolução.
Este é o nosso compromisso e convicção com os quais trabalhamos todos os dias. Certificações internacionais de qualidade, como GFSI (Global Food Safety Initiative), Global-GAP, Agricultural Labeling Ordinance (AloFree), GenesisGap e ISO 17025:2005, atestam esse compromisso.
A certeza deste entendimento nos move a procurar o melhor para os nossos clientes, consumidores, colaboradores e as comunidades onde atuamos.”

Zanchetta
Segundo a direção do frigorífico Zanchetta Alimentos, ele deixou de exportar para a União Europeia desde maio do ano passado após a operação Carne Fraca, em 2017. Questionada sobre corte de funcionários ou férias coletivas, a direção afirmou que não estão previstos cortes no quadro de funcionários. A empresa disse que uma nota oficial será encaminhada quando o frigorífico for notificado oficialmente sobre a decisão da UE.

Fonte: G1/Economia, 19 de abril de 2018.

https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/veja-quais-sao-os-20-frigorificos-que-foram-proibidos-de-exportar-frango-para-a-ue.ghtml