Em uma plantação de batata no interior do município, dos 17 trabalhadores encontrados, dez foram resgatados do alojamento em viviam em condições desumanas.

De acordo com a coordenadora de fiscalização do trabalho rural da SRTE/SC, Lilian Carlota Rezende, a casa onde os trabalhadores estavam não tinha as mínimas condições de higiene, o fogão a gás ficava no mesmo ambiente em  que espumas eram utilizadas como cama e os alimentos eram guardados de forma inadequada.

 Os empregados foram aliciados nos estados do Maranhão, Paraná e Rio Grande do Sul. Além do trabalho sem carteira assinada, eles faziam a colheita das 7h às 19h, sem os equipamentos de segurança como o aparelho para a retirada do vegetal e chapéu. Também não havia banheiro ou locais para refeição.

 O Procurador Luciano Leivas adiantou que vai cobrar do empregador, além do registro nas carteiras de trabalho, o pagamento de todos os salários e verbas rescisórios e demais direitos trabalhistas a que os resgatados têm direito.

 O proprietário já foi notificado pela SRTE/SC. “Pelos atos infracionais, o proprietário pode arcar com mais R$ 200 mil em multas”, informou a coordenadora da operação.

 No plantio de fumo estavam paraguaios.

Na mesma operação, na última  quarta-feira (22),  paraguaios foram localizados em uma colheita de fumo no município de  Sombrio. O dono da propriedade abrigava 22 paraguaios sem documentação no país para trabalhar no local. No ano passado, o mesmo empresário foi multado por estar com 20 trabalhadores paraguaios na mesma situação de ilegalidade. A SRTE/SC acionou a Polícia Federal para os procedimentos cabíveis de deportação.

 Fonte: Ministério Público do Trabalho de Santa Catarina, 30 de outubro de 2014.

 http://www.prt12.mpt.gov.br/procuradorias/ptm-criciuma/192-trabalho-escravo-e-flagrado-em-plantacao-de-batata-no-sul-de-santa-catarina