Para Stephen Bevan, pesquisador especializado em performance no ambiente de trabalho, nem sempre ter um emprego ruim é melhor do que não ter emprego algum. “Controle, autonomia, desafio, variedade e auto realização são fundamentais para um ambiente saudável”, diz ele.

“Existe uma clara ligação entre estar em um bom emprego e saúde mental”, escreveu Stephen para o Mashable. “O pensamento popular é de que estar desempregado é algo ruim. Com certeza é, como sabemos, para o bolso. Também é ruim para a autoestima, dignidade, inclusão social, relacionamentos e saúde. Assim, baseado nisso, é bem recebido o pensamento de que ‘qualquer trabalho é um bom trabalho'”, explica ele.

Apesar da impressão de que essa é uma forma de permanecer conectado ao mercado de trabalho, um estudo (em inglês) da Australian National University mostra que não. “Os dados mostram claramente que a saúde mental para os que trabalham em empregos ruins é pior do que a dos sem emprego”, explica o especialista.

“Esses números não devem nos parar de procurar empregos de maneira rápida. Mas deveria nos fazer pensar mais em como a qualidade do trabalho afeta nossa saúde mental e nossa produtividade. Mesmo durante uma crise, a desconfortável verdade pode ser de que ‘qualquer trabalho é um bom trabalho’ na verdade é uma mentira”, completa Bevan.

Fonte: Administradores/Notícias, 24 de agosto de 2015. http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/ter-um-emprego-ruim-e-pior-para-a-saude-do-que-estar-desempregado/104585/