Jornada de 12 por 36
O projeto de lei prevê que acordos coletivos e individuais podem estabelecer a jornada de 12 horas de trabalho por 36 de descanso. O governo promete mudar o texto para que só os acordos coletivos permitam a jornada.

Comissões
A reforma trabalhista prevê a criação de comissões de empregados para negociarem com as empresas sem a presença de sindicatos. Os senadores pedem que fique clara a necessidade de participação sindical nos acordos coletivos. Assim, as comissões não substituiriam os sindicatos.

Trabalho insalubre
O texto em tramitação prevê que grávidas e lactantes possam assumir trabalhos insalubres, desde que com liberação médica. Os senadores pedem que se mantenha a vedação para esse tipo de trabalho. Ele só seria possível em casos excepcionais e com liberação médica. A insalubridade também deve passar a ser determinada em acordo coletivo.
Dano extrapatrimonial
Pelo projeto de lei, as indenizações pagas aos trabalhadores por danos extrapatrimoniais seriam calculadas de acordo com o salário – assim, pessoas de cargos diferentes sujeitas ao mesmo tipo de acidente, por exemplo, receberiam indenizações diferentes. Essa referência ao salário deve cair na revisão prometida por Temer.

Autônomos
Na negociação, os senadores devem pedir que fique vedada às empresas a redação de contratos de autônomos com exclusividade, para não gerar vínculo empregatício.

Imposto sindical
O texto acaba com a contribuição sindical. O Senado deve recomendar que sua extinção seja gradual.

Fonte: Gazeta do Povo, 29 de junho de 2017.

http://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/sete-pontos-da-reforma-trabalhista-serao-alterados-pelo-governo-7ozqzzqticgmd6ntxxw1b8uzl