Segundo a secretária de Inspeção do Trabalho, Vera Lúcia Albuquerque, auditores foram designados para fiscalizar as condições no local e se os direitos trabalhistas estão sendo pagos. Um relatório parcial deverá ficar pronto hoje. Uma das principais definições de trabalho escravo é a privação da liberdade, seja pela dificuldade de acesso ou por dívidas que o empregado é forçado a contrair. A secretária disse que isso não pode ser confundido com jornada excessiva ou trabalho em condições precárias. “Não gostaríamos de vulgarizar o tema do trabalho escravo, que é coisa séria”, afirmou a secretária. Ela destacou que somente após a visita dos auditores será possível comprovar a existência de trabalho escravo ou de trabalho em condições precárias. Segundo a secretária, há muitos muçulmanos trabalhando na atividade de abate de frango no país, mas eles não se enguadram na definição de refugiados (perseguidos nos países de origem). São recrutados pelas empresas por imposição dos países islâmicos importadores, onde a atividade precisa seguir um rito específico. Esses trabalhadores tem autorização do governo brasileiro para exercer a atividade e estão regulares. Vera afirmou ainda que a atividade no abate de frango é insalubre e exige movimentos repetitivos, o que pode prejudicar a segurança e a saúde do trabalhador. Ela disse que o Ministério está coordenado um grupo de trabalho que está finalizando uma regra específica que proteja mais esses trabalhadores. A previsão é que o texto final fique pronto no fim do próximo mês.