No dia 3 de dezembro, 17 trabalhadores foram encontrados pela Polícia Militar na BR-359, em Coxim, a 260 km de Campo Grande, após denúncia anônima. Entre eles estavam 14 paraguaios e três adolescentes. Um dos empregados da exploradora de madeira foi preso, acusado de aliciamento, e permanece em Coxim. 

 Os trabalhadores foram contratados em Bella Vista Norte, no Paraguai, e levados à fazenda em dois grupos, nos dias 8 e 9 de outubro.

 Irregularidades Os trabalhadores não tinham registro em carteira, a alimentação era inadequada e as condições degradantes. Conforme o relatório da perícia do MPT, durante a inspeção, foram constatadas irregularidades nos alojamento, no fornecimento de água potável e nas instalações sanitárias. Não eram fornecidos equipamentos de proteção individual (EPIs) e os trabalhadores também não receberam qualquer tipo de treinamento para operar motosserras. As camas eram insuficientes para o número de trabalhadores alojados e foram constatadas evidências de que trabalhadores dormiam em colchões no chão e em camas na área externa do alojamento. 

 O pagamento, que somou pouco mais de R$ 57 mil, foi efetuado pelo responsável pela exploração da madeira e proprietário da empresa Floresta Verde Transportes e Madeiras Ltda. Os trabalhadores fronteiriços, brasileiros e paraguaios, com exceção de um brasileiro que voltou para Minas Gerais, retornaram para Bela Vista, que fica na fronteira com o Paraguai.

 O MPT instaurou inquérito para investigar o caso.

 Fonte: Ministério Público do Trabalho, 15 de dezembro de 2014.

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