Sindicatos são associações profissionais e econômicas de primeiro grau a quem cabem defender direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, em questões judiciais ou administrativas.

As federações (ex: FIESP) e confederações são associações sindicais de grau superior (art. 533 da CLT). As federações são formadas a partir da associação de cinco ou mais sindicatos de mesma categoria (art. 534 da CLT), enquanto as confederações serão organizadas com, no mínimo, três federações (art. 535 da CLT). 

Contudo, com a liberdade sindical instituída pelo art. 8º da CF, há autores (como José Cláudio Monteiro de Brito Filho) que defendem que tanto a federação quanto a confederação podem ser constituídas livremente, sem as restrições impostas pela CLT, desde que observado o disposto no art. 8º, II, da CF (unicidade sindical).

A principal função das federações é coordenar os interesses dos sindicatos a ela filiados, embora não os possa representar. As federações podem, ainda, representar, em caráter supletivo, os empregados de categorias inorganizadas em sindicatos para fins de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo.

Mas na prática, como bem salienta Raimundo Simão de Melo, “não é rara a atuação das Federações sindicais em dissídios coletivos, não como legitimadas ordinárias, porém mediante procurações conferidas pelos sindicatos de base com o objetivo de uniformizar a solução do conflito, envolvendo toda a categoria representada” (A Greve no Direito Brasileiro. São Paulo: LTr. 2011. p. 126).

As confederações são formadas pela união das federações. Seu objetivo é coordenar os interesses das federações, agrupando, nacionalmente, as atividades ou profissões. As confederações também podem atuar supletivamente na defesa dos interesses dos trabalhadores inorganizados em sindicatos e federações.

Quanto as Centrais Sindicais não fazem parte da organização sindical brasileira e, por isso, não tem legitimidade para representar os trabalhadores perante as empresas ou sindicatos patronais em negociações coletivas de trabalho e tampouco atuar nos dissídios coletivos.

Assim, as empresas e os empregados que não estão organizados em sindicatos, são representados pela Federação e, na falta desta, pela respectiva confederação, conforme art. 616, § 2º, da CLT.

Entretanto, em se tratando de greve, se não existir entidade sindical, caberá a assembléia geral dos trabalhadores deliberar sobre a paralisação coletiva de trabalho, constituindo comissão de negociação, que deverá ser eleita especificamente para representar os interesses dos trabalhadores nas negociações ou na Justiça do Trabalho, conforme Lei n. 7.783 (arts. 4º, § 2º e 5º).

Fonte: Última Instância, 04.08.2014

 http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/colunas/72267/representacao+dos+empregados+quando+nao+ha+sindicatos+de+base.shtml