Essa também é a visão da vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Espírito Santo, Noêmia Simonassi. Conforme ela, uma reforma não pode piorar a situação do trabalhador. Ela preocupa-se especialmente com a possibilidade de que a negociação prevaleça sobre a legislação, permitida pela proposta. “Não temos sindicatos fortes o suficiente para contrapor o que é colado na mesa pelo patrão”, disse. Ela acredita que hoje existem muitas ações trabalhistas, “porque tem muita coisa errada” e que, para diminuir esse número, basta que os patrões cumpram a legislação.

Ainda segundo Noêmia, as mulheres serão as mais prejudicadas pela reforma, pela possibilidade da extensão da jornada de trabalho para até 12 horas. Ela chamou atenção para a jornada dupla de trabalho da mulher, por conta dos trabalhos domésticos.

O presidente da CUT-ES, Jasseir Alves Fernandes, afirmou que a proposta de reforma significa o desmonte do sistema de proteção do trabalhador. Para ele, a reforma vai precarizar a Justiça do Trabalho e vai privilegiar o “mau empresário”.

Um dos autores do pedido de realização do seminário, o deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES) salientou que representantes do setor produtivo foram convidados para a audiência pública, mas não compareceram.

Fonte: Agência Câmara Notícias, 20 de março de 2017.

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/526507-REFORMA-TRABALHISTA-VISA-ALINHAR-A-LEI-A-INTERESSES-EMPRESARIAIS,-DIZ-PROCURADOR.html