E então aparecem as tentativas de consertar esse erro. Acaba de vir a público o fracasso da missão confiada a Marta Suplicy de levar uma mulher para Brasília.
O site Glamurama, de Joyce Pascovitch, informou neste final de semana que Marta tentou convencer Marília Gabriela a ir para a Secretaria Nacional da Cultura.
A resposta foi não.
Marília Gabriela teria que responder a um, certo Mendonça Filho, aquele que foi recebido sob gritos de golpista pelos funcionários do Ministério da Cultura.
Mendonça Filho é conhecido por ter criticado ferozmente um dos maiores acertos do PT na educação, o Prouni. É um programa que levou jovens excluídos às universidades em número inédito neste paraíso da desigualdade.
Imaginar que Marília Gabriela entraria numa fria dessas é o triunfo da obtusidade delirante.
Ela tem uma imagem a preservar.
Não chega a surpreender que Marta Suplicy tivesse aceitado a encomenda fracassada. Marta vive num universo paralelo desde que a inveja a transformou num monstro moral e numa golpista descarada.
Marta saiu do PT, movida pelo ódio, e foi dar nos braços do PMDB de Cunha dizendo bravatas hipócritas anticorrupção. Traiu, com seu voto pelo golpe, os milhões de eleitores que a fizeram senadora. Nenhum deles ha pôs no Senado para fazer o que fez.
Marília Gabriela se saiu bem do convite ao recusá-lo. Marta Suplicy se saiu terrivelmente mal ao formulá-lo. E o governo Temer teve mais uma demonstração de que acabou antes de começar.
Num vídeo que está viralizando neste momento, o jornalista Jorge Pontual, correspondente da Globo em Nova York, admite num programa da GloboNews que a imprensa internacional se ergueu contra Temer e as circunstâncias obscuras do golpe, para não dizer sinistras.
O mundo vai vendo o que os brasileiros informados sabiam faz tempo. Nada daquilo – Lava Jato, Moro, campanha da Globo e da Veja – foi contra a corrupção. Foi contra Lula, Dilma e o PT.
O objetivo, longe de ser o de acabar com a corrupção, é poder continuar com ela sem consequências, como sempre ocorreu. No mesmo ministério sem mulheres acotovelam-se sete investigados da Lava Jato.
Seria incrível que, nestas circunstâncias, Marília Gabriela topasse se juntar a um governo infame, ilegítimo e marcado para morrer num mar de vergonha nacional e mundial. 

Fonte: Portal Vermelho, 15 de maio de 2016.

http://www.vermelho.org.br/noticia/280911-1