O montante total arrecadado será destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para ações de treinamento, qualificação e inserção do trabalhador com deficiência no mercado de trabalho.

“Percebe-se que a lei não tem sido suficiente para alterar o quadro da precária inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Nosso objetivo é modificar a realidade da contratação de trabalhadores com deficiência por meio da imposição de multas às empresas que não cumprirem as cotas legais de contratação”, afirmou o deputado.

Atualmente a legislação exige um percentual mínimo de vagas destinadas a pessoas com algum tipo de deficiência:
• até 200 empregados – 2% do total de empregados;
• de 201 a 500 – 3% do total de empregados;
• 501 a 1.000 – 4% do total de empregados;
• 1.000 em diante – 5% do total de empregados.

Dificuldade de inserção
De acordo com o Censo de 2010, aproximadamente 24% da população brasileira declararam possuir alguma deficiência. Entretanto, dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), para o ano de 2012, citados pelo parlamentar, indicam que somente 0,7% dos vínculos empregatícios formais são ocupados por pessoas com deficiência.
“Percebe-se que a lei não tem sido suficiente para alterar o quadro da precária inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho”, finalizou.

Tramitação
O projeto é de caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara Notícias, 25 de fevereiro de 2016. Íntegra da Proposta: PL-752/2015

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/INDUSTRIA-E-COMERCIO/504300-PROPOSTA-AUMENTA-MULTA-PARA-EMPRESA-QUE-DESCUMPRIR-COTAS-PARA-DEFICIENTES.html