De acordo com Neto, o cenário político atual pede uma análise fria e metódica para que os sindicatos encontrem instrumentos de fortalecimento da luta classista.

“Esta é uma reunião histórica. O momento é complicado e desafiador. E eu espero que ao final desses três dias de discussões vocês percebam que vamos dar um salto na organização dos trabalhadores com coragem e parcimônia. Nós sabemos que a reforma trabalhista foi aprovada sem um debate amplo entre Congresso e sociedade. Pela primeira vez na história recente, o Senado abriu mão de legislar. Mas, ela [a reforma] já é uma realidade. Portanto, cabe a nós, sindicalistas, enfrentarmos este fato. Temos a missão de aprofundar as discussões e orientar os trabalhadores”, avaliou.

Para Neto, apesar das agressões explícitas à Constituição Federal, o movimento sindical não pode desanimar diante da nova ordem jurídica. Durante a abertura do evento, o sindicalista relembrou a legislação das cooperativas da década de 1990, como, exemplo de enfrentamento a possíveis aplicações criminosas da nova lei. Segundo Neto, na época, práticas fraudulentas aos vínculos trabalhistas foram combatidas pela união entre sindicatos, Ministério Público e Justiça do Trabalho. Além disso, o presidente reforçou a conduta aberta ao diálogo e à negociação da Central, que repudia o ataque do governo à sustentabilidade e estabilidade financeira dos sindicatos.

“A CSB nunca negou o diálogo e também nunca negou a luta. Então, nós vamos entrar numa fase difícil, mas precisamos estar organizados e saber o que fazer. A questão da contribuição compulsória ainda vai dar muito pano para a manga, mas o que é certo é que teremos de questionar os princípios de forma diferente; vamos ter de denunciar os abusos e os assédios da lei nos fóruns nacionais e internacionais. Os sindicatos filiados à CSB sabem que em todos os cantos do Brasil essa Central tem direção, compromisso e vai apontar os caminhos”, concluiu Neto.

A abertura feita pelo presidente da CSB vai ao encontro da mensagem que Antonio Neto divulgou às entidades sindicais filiadas à CSB, no dia 15 de agosto, que conclama os sindicalistas a estarem firmes na luta contra as consequências da reforma trabalhista.  

Fonte: Mundo Sindical, 21 de agosto de 2017.

http://www.mundosindical.com.br/Noticias/29778,%22Nunca-os-trabalhadores-precisarao-tanto-de-seus-sindicatos-fortes%22-afirma-Neto-em-abertura-da-Reuniao-da-CSB