Segundo dados projetados pela FGV, em 2019, antes da pandemia, 10,97% da população recebiam menos de R$ 246 por mês. Com o pagamento do auxílio, esse número caiu para 4,52%. Agora, em fevereiro de 2021, com o fim do benefício, está ainda maior: 12,83%.

O auxílio emergencial pago pelo governo durante a pandemia de Covid acabou ajudando milhares de brasileiros a saírem de uma situação de extrema pobreza. Mas, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com o fim do pagamento do benefício, a situação está ainda pior do que antes.

Segundo números projetados pela FGV, entre agosto de 2020 e fevereiro de 2021, cerca de 17,7 milhões de pessoas voltaram à pobreza, apesar da volta do Bolsa Família. Em agosto, a população pobre era cerca de 9,5 milhões: 4,52% do total de brasileiros, 210 milhões. Em fevereiro, passou para 27,2 milhões: 12,83%.

Em 2019, antes da pandemia, os dados consolidados apontavam para uma porcentagem de 10,97% dos brasileiros na extrema pobreza, ou seja, ganhando menos que R$ 246 por pessoa.

Família divide prato de arroz e feijão e um pedacinho de salsicha

Ainda de acordo com a FGV, só no estado de São Paulo, temos em fevereiro, em termos absolutos, 1,79 milhões de pobres e cerca de, 394 mil novos pobres desde agosto 2020.

No Profissão Repórter, a repórter Eliane Scardovelli mostra a situação de algumas famílias paulistanas que sofrem na busca por alimentos. Na Ceagesp, a maior central de abastecimento da América Latina, ela registrou o desespero de famílias que foram ao local para receber um kit com doações e acabaram enfrentando muita fila e confusão.

Fonte: G1/Globo Repórter, 03 de março de 2021.

https://g1.globo.com/profissao-reporter/noticia/2021/03/03/numero-de-brasileiros-que-vivem-na-extrema-pobreza-cresce-com-fim-do-auxilio-emergencial.ghtml