Silmar Roberto Bertin é sócio do Frigorífico Bertin, comprado pela JBS em uma transação que envolveu empréstimos junto ao BNDES

Por: Marcelo Westphalem

Em depoimento à CPI do BNDES, o empresário Silmar Bertin negou ter havido influência política e negociações escusas nas transações de sua empresa, o Frigorífico Bertin, com o banco, durante os governos do PSDB e do PT.

“Todo o processo nosso sempre foi colocado para a equipe do BNDES, sempre foi discutido, e nunca teve propina, nunca teve pressão nenhuma de a gente pagar alguma coisa pra eles”, revelou. O frigorífico foi comprado pela JBS em uma transação que envolveu empréstimos feitos junto ao BNDES.

Explicações de Silmar Bertin não convenceram deputados

Os deputados ouviram Bertin nesta quarta-feira (7) para investigar se houve fraudes praticadas pelas empresas envolvidas nessa transação.

O presidente da CPI, deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), acredita que dinheiro do BNDES foi usado para financiar campanhas políticas e disse que as provas e indícios de crimes cometidos junto ao banco serão encaminhados para o Ministério Público. “O nosso objetivo, é claro, não é julgar ninguém. Até porque a CPI não julga, ela investiga a presença, indícios de irregularidade, de crimes, problemas que aconteceram nesse processo”, explicou.

A investigação mais aprofundada, conforme o deputado será feita pelo Ministério Público. “Que evidentemente vai condenar os envolvidos nessa grande trama que nós estamos vendo aí que aconteceu no BNDES”.

A CPI volta a se reunir no dia 13 deste mês para ouvir Dario Messer, que foi preso pela operação Lava-Jato recentemente e é chamado de “Doleiro dos Doleiros”.

Fonte: Agência Câmara, 07 de agosto de 2019.

https://www.camara.leg.br/noticias/567648-empresario-nega-influencia-politica-em-emprestimos-com-bndes/