Segundo Melícia, coordenadora regional da Coordenadoria de Promoção de Igualdade de Oportunidade e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), o MPT atua no combate à exclusão social, à discriminação no trabalho, à violação à intimidade do trabalhador e às práticas abusivas, dentre as quais, as relacionadas aos assédios moral e sexual. A coordenadoria atua estrategicamente em denúncias coletivas, visando corrigir as ilegalidades, bem como implementar ações afirmativas. Ainda, a pasta articula ações de fomento às políticas públicas, por meio da troca de experiências e discussões sobre o tema.

Confira mais direitos

PROTEÇÃO À MATERNIDADE
Gestação: O estado de gravidez não pode, sob qualquer hipótese, ser motivo para rescisão do contrato de trabalho nem impedimento para a contratação ou à promoção da mulher trabalhadora.

Estabilidade: A Constituição assegura a toda gestante a estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

Licença-maternidade: Muito confundida com a garantia provisória concedida à mulher no período gestacional, a licença maternidade confere à mulher o direito de se ausentar do trabalho, sem prejuízo do salário por 120 dias, prazo este que pode se estender a 180 dias.

Licença-maternidade a adotante: A licença maternidade também é garantida à mulher adotante.
Licença-maternidade por morte da genitora: A legislação estende ao cônjuge ou companheiro o direito de usufruir do tempo de licença que teria direito a mulher ou do tempo restante, no caso de falecimento dela na fruição da licença.

Licença em caso de aborto não-crimonoso: Entende-se por aborto não criminoso, “aquele decorrente de ato espontâneo ou admitido pela lei penal”. Neste caso, desde que comprovado por atestado médico, e desde que o infortúnio tenha ocorrido dentro dos permissivos legais, a mulher terá um repouso remunerado (licença) de duas semanas, restando-lhe assegurado o direito de retornar à função que ocupava antes de seu afastamento, bem como direitos e vantagens adquiridos.

Intervalo para amamentação: Considerando a necessidade de amamentação do bebê por parte da mãe, a CLT confere à mulher dois descansos especiais de 30 minutos cada, durante a jornada de trabalho, para amamentação, intervalo este que poderá ser usufruído até que a criança, complete 6 meses de idade, podendo ser, inclusive, prorrogado, em caso de necessidade desta.

PROIBIÇÃO CONTRA ATOS DISCRIMINATÓRIOS
A Constituição Federal de 1988 não somente estabeleceu diretrizes com a finalidade de resguardar e promover os direitos das mulheres, como também criou mecanismos para a efetiva participação delas no mercado de trabalho.

Anúncio de emprego: Os anúncios de emprego não podem trazer qualquer critério discriminatório relacionado ao sexo, à idade, ao estado civil, à aparência, à condição socioeconômica, entre outros, porque isso afronta os princípios constitucionais da igualdade e dignidade da pessoa humana. Esses mesmos critérios não podem ser obstáculos para a promoção da trabalhadora dentro da empresa.

Diferença salarial: As normas nacionais e internacionais proíbem expressamente a diferença salarial entre homens e mulheres pelo exercício da mesma função.

Exigência de atestado ou exame de gravidez: A lei proíbe a exigência, por parte do empregador, de atestado ou exame de qualquer natureza para comprovação de esterilidade ou gravidez, quer seja para a admissão ou para a permanência no emprego.

Revista íntima: As normas vedam a realização, por parte do empregador, de revista íntima, que se entende também aquela feita nas bolsas e pertences da trabalhadora.

ASSÉDIOS MORAL E SEXUAL
Os assédios moral e sexual são graves violências contra a mulher, que acarretam para o empregador responsabilidades civil, administrativa e penal. Destaca-se que o assédio sexual é crime tipificado no Código Penal.
 
Fonte: Ministério Público do Trabalho, 07 de março de 2017.

http://www.prt23.mpt.mp.br/informe-se/noticias-do-mpt-mt/736-dia-da-mulher-saiba-dos-principais-direitos-da-mulher-no-trabalho