Com a crise econômica e a ascensão do ódio na sociedade brasileira – com ameaças a minorias, assassinatos de cunho político e perseguições em escolas e universidades – o número de afastamentos do mercado de trabalho em decorrência de doenças psicossociais tem aumentado, de acordo com dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

O número de afastamentos do mercado de trabalho em decorrência de doenças psicossociais tem aumentado, de acordo com dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reportados ao jornal Folha de S. Paulo. Só nos primeiros noves meses deste ano, foram concedidas 8.015 licenças, para tratamento de transtorno, mentais e comportamentais adquiridos no ambiente do trabalho, um crescimento de 12% em relação a 2017.

Em sua análise para a jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, indicou a alta da ocorrência de doenças mentais como um resultado direto da crise econômica, do desemprego em alta, e também dos impactos do uso intensivo de tecnologia no trabalho cotidiano.

“As pessoas vivem uma situação ocupacional onde o estresse, a ansiedade e o medo têm afetado gravemente as condições de saúde dos trabalhadores”, afirmou Clemente, apontando para um aumento no número de consultas psiquiátricas cobertas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que passou de 2,9 milhões para 4,5 milhões anuais entre 2012 e 2017. “Novos problemas que afetam gravemente as condições de trabalho mundo afora e também no Brasil”, lamentou o diretor técnico.

Fonte: Brasil 247, 29 de novembro de 2018.

https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/376330/Crise-afeta-sa%C3%BAde-mental-e-eleva-n%C3%BAmero-de-pedidos-de-afastamento-do-trabalho.htm