A pesquisa destaca que o problema acarreta consequências de saúde adversas além de perdas econômicas e adverte que ele não está sendo adequadamente abordado por políticas climáticas ou de emprego nacionais e internacionais.

“Os governos e as organizações internacionais há muito tempo estabeleceram normas sobre as condições térmicas no local de trabalho. Mas as mudanças climáticas já alteraram essas condições”, detalha o relatório.

Quem mais sofre são os trabalhadores de indústrias pesadas, construção civil, exército, agricultura e do setor de serviços que operam em condições ineficazes de climatização.

Segundo a pesquisa, os mais vulneráveis são os países menos desenvolvidos, pequenos Estados insulares em desenvolvimento (SIDS) e economias emergentes com altas concentrações de trabalho ao ar livre.

O relatório classificou o calor excessivo no local de trabalho como um risco bastante conhecido à saúde ocupacional e à produtividade por trás dos riscos crescentes de exaustão pelo calor, insolação e, “em casos extremos”, a morte.

O estudo “Mudanças climáticas e trabalho: impactos do calor nos locais de trabalho” é assinado em conjunto pela OIT e 43 países-membros do Fórum dos Vulneráveis ao Clima, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização Internacional de Empregadores (OIE), UNI Sindicato Global, a Confederação Sindical Internacional (CSI), ACT Alliance e com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: Exame.com, 05 de maio de 2016.

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/como-as-mudancas-climaticas-afetam-o-desempenho-no-trabalho