A audiência entre as centrais e o STF foi uma iniciativa dos dirigentes trabalhistas desde que o Supremo decidiu contrariamente aos trabalhadores em julgamentos recentes, entre eles o da Súmula 277, anulada pelo ministro Gilmar Mendes em caráter liminar, e que assegura aos trabalhadores a renovação automática das cláusulas sociais mesmo sem que o novo acordo coletivo tenha sido assinado.     

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, confirmou a audiência com o Supremo nesta quarta assim como o consenso entre as centrais de que o debate sobre a terceirização aconteça no Senado. 

“Em caso de ir para o Senado é preciso fazer ajustes no projeto aprovado na Câmara porque não ficou bom para os trabalhadores ao permitir a terceirização para atividade-fim”, afirmou o dirigente da Força. 

O Projeto de Lei aprovado na Câmara foi o 4330/04 que sofreu uma série de críticas do movimento sindical. Atualmente, esse PL tramita no Senado como PLC 30/2015.
 
Atualmente são 13 milhões os trabalhadores terceirizados no Brasil em um cenário que aponta para a precarização das relações de trabalho, onde o empregado nessa condição tem uma jornada maior, menor remuneração e está mais suscetível a acidentes de trabalho. 

Vigília no STF 
CTB e Central Única dos Trabalhadores (CUT) também realizarão uma vigília desde a manhã desta quarta-feira em frente ao Supremo. De acordo com Rogério, a CTB está mobilizando dirigentes nas cidades no entorno do Distrito Federal. Segundo ele, a ideia é reunir pela central, mil dirigentes fazendo pressão no STF. 

Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, que estará presente em Brasília, o que está em jogo é o futuro do sindicalismo brasileiro.  “Esta é uma das principais batalhas pós- golpe. É uma decisão que além de ferir os direitos laborais contribui para a completa desorganização do movimento sindical”, ressaltou o dirigente. 

Ele convocou o movimento sindical para a participação na vigília. “Nesse momento, cada entidade sindical deve refletir sobre o seu papel. A participação das direções sindicais e a mais ampla mobilização das entidades com ônibus e caravanas para participação da vigília em Brasília será decisiva”, completou Adilson.

Fonte: Portal Vermelho, 08 de novembro de 2016.

http://www.vermelho.org.br/noticia/289347-8