Conforme a AVEC, entidade da UE, frango brasileiro não atenderia mesmas medidas rigorosas que produtores europeus

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) refutou o que seria preconceito relacionado ao frango brasileiro, em resposta à AVEC, entidade europeia que criticou o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Conforme divulgado nesta segunda-feira (1º), a associação afirmou que a carne de frango brasileira não atende as mesmas medidas rigorosas que os produtores europeus, que ainda seriam prejudicados pelo livre comércio.

De acordo com a ABPA, a AVEC errou ao afirmar que o Brasil exporta em torno de 500 mil toneladas anuais para os países do bloco. Citando, dados, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a associação nacional informa que, no ano passado, o Brasil exportou 240 mil toneladas para a União Europeia, equivalente a menos de 2% do total da produção europeia no ano, de 12,2 milhões de toneladas. “Nem mesmo o atualmente maior exportador para o Bloco Europeu, a Tailândia, efetivo tamanho volume”, afirma a ABPA na nota.

Outro ponto destacado pela entidade é a avaliação preconceituosa da AVEC à respeito do frango brasileiro. Segundo a ABPA, o Brasil possui um dos melhores padrões de qualidade do mundo.  “Não há qualquer confirmação de casos de saúde pública relacionados aos produtos brasileiros”, diz, citando ainda que a indústria nacional exporte carne de frango para mais de 150 países, incluindo os mercados mais exigentes, como União Europeia, Japão e outros.

A carne de frango brasileira, ainda segundo a entidade, é inspecionada pelas autoridades brasileiras, pelas autoridades dos países importadores e por mais de mil auditorias privadas internacionais, que visitam anualmente o sistema avícola do Brasil.

Fonte: Avicultura Industrial, 02 de julho de 2019.

https://www.aviculturaindustrial.com.br/imprensa/abpa-rebate-associacao-da-ue-e-atesta-qualidade-brasileira/20190702-085517-I038